O Café no Brasil

Em 1727, o Governador do Maranhão encomendou uma missão oficial ao sargento mor. Ele deveria ir a Guiana Francesa para resolver problemas de fronteiras e também conseguir sementes de café. Sementes que foram plantadas em Belém do Pará. No ano seguinte atingiu Maranhão até chegar a Bahia em 1770. Três anos depois, o café é levado do Maranhão para o Rio de Janeiro pelo desembargador João Alberto Castelo Branco. Em 1825 alcançou o Vale do Paraíba e espalhou-se pelos Estados de São Paulo e Minas Gerais. As lavouras derrubaram matas, abrindo estradas, fixando povoações e criando riquezas. Iniciava-se o ciclo do Café no Brasil. Era a exploração do solo virgem rico em nutrientes e da mão de obra escrava. Na virada do século, o café estava presente em toda a região Sudeste e norte do Paraná.

Em São Paulo, as plantações começaram no litoral norte e se expandiram em direção oeste, onde havia solo extremamente favorável a terra roxa. Na marcha para o oeste destacou-se em Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto, Araraquara e São José do Rio Preto. Regiões onde a mão de obra escrava foi gradativamente substituída pelo trabalho assalariado do imigrante europeu (italianos, espanhóis). Nesta época, o Brasil já exportava muito café. Atividade que gerava bons lucros aos produtores. Resultado que ajudaram a financiar a instalação de um parque industrial no Sudeste. Depois vieram as ferrovias, bancos e serviços públicos urbanos. Investimentos que transformaram a região no eixo da economia brasileira.